A Origem (2010)
Symbols Praise, uma banda formada em 2010 na cidade de Escada, Pernambuco, começou sua trajetória com o nome ICE 9. A banda foi criada pelo músico Micaías Ramos, que reuniu músicos locais para dar início ao projeto. No entanto, o nome inicial gerou discórdia entre os membros, levando à primeira grande mudança: a banda passou a se chamar Áureos, um nome que teve maior aceitação interna. Mesmo com o novo nome, o grupo se desfez, restando apenas o fundador Micaías Ramos, que, determinado a continuar o projeto, acabou encontrando outro obstáculo: já existia uma banda chamada Áureos. Para evitar qualquer problema, Micaías tomou a decisão de mudar o nome da banda para Symbols Praise, marcando o início de uma nova era.
A Nova Formação e o Processo de Reestruturação
Após a dissolução da formação original, Micaías partiu em busca de novos músicos e encontrou um caminho promissor na cidade de Ribeirão, também em Pernambuco. Com a ajuda de seu amigo Ramon Araújo, ele foi apresentado ao guitarrista Túlio, que, por sua vez, indicou o tecladista Wilson José e o vocalista Artur Ribeiro. Apesar de uma breve passagem de Túlio pela banda, que desistiu após o teste por se sentir intimidado pelas habilidades dos músicos, o núcleo da banda começou a se formar.
Um momento curioso aconteceu no primeiro ensaio (da nova formação) da Symbols Praise. O baterista provisório, que também era o dono do local de ensaio, decidiu abandonar a banda momentos antes de começar, alegando que o repertório era muito complexo. Para surpresa de Micaías, o roadie Jeferson Soares, amigo de Wilson e Artur, sabia tocar todas as músicas e foi imediatamente efetivado como baterista oficial da banda. Essa formação – Micaías Ramos (baixo), Wilson José (teclados), Artur Ribeiro (vocais) e Jeferson Soares (bateria) – passou a ser conhecida como a formação original da Symbols Praise, mesmo que alguns membros tenham entrado posteriormente.
A Ascensão e o Burburinho
A banda começou a ganhar notoriedade rapidamente, especialmente no cenário underground do heavy metal. Antes mesmo de lançar qualquer material, a Symbols Praise chamou a atenção de blogs de metal no Brasil, Japão, Rússia e Costa Rica. Comparada com o Angra, devido ao início conturbado e à habilidade técnica dos músicos, a banda tornou-se um assunto popular nas cidades vizinhas e nas redes sociais, especialmente no Orkut e Facebook.
Os ensaios da banda eram fechados ao público, mas o burburinho era tanto que músicos locais tentavam ouvir de fora ou conseguir convites para assistir. Isso só aumentou a expectativa em torno da estreia da nova formação da Symbols Praise. Com receio de não atender a tantas expectativas, a banda até cogitou se apresentar sob nomes falsos, para ganhar confiança nos palcos, mas no final, optaram por usar o nome oficial. Eles começaram tocando covers de bandas consagradas como Oficina G3, mas sempre com a intenção de mostrar seu trabalho autoral.
O EP e as Gravações: O Processo Criativo no Estúdio
Em seguida, a Symbols Praise entrou em estúdio para gravar seu primeiro EP, um projeto que seria um cartão de visitas para sua música autoral. O processo criativo da banda era inusitado: as composições eram feitas diretamente no estúdio, durante as gravações. Micaías Ramos, como principal compositor, trazia ideias que eram desenvolvidas no calor do momento, junto com os outros músicos. Wilson José, o tecladista, também colaborava com composições e arranjos, adicionando camadas complexas ao som da banda.
Apesar do entusiasmo, o ambiente de estúdio trouxe desafios. A pressão de corresponder às expectativas crescentes do público e a rotina intensa de gravação começaram a pesar sobre os membros. Houve até conversas com o vocalista Edu Falaschi (ex-Angra) para produzir o álbum, mas o projeto não foi adiante devido a incompatibilidades de agenda.
A Separação e o Estresse Criativo
As gravações do EP revelaram a tensão interna na banda. Como descreveu Wilson José em um bate-papo, "o público estava esperando demais da gente, e isso afetou a banda psicologicamente durante as gravações." A pressão, somada às exigências do processo criativo, levou a banda a tomar uma decisão difícil: Symbols Praise se separou antes de concluir o EP. O estresse gerado pelas expectativas e pela divulgação em massa nas redes sociais foi demais para os integrantes.
Tentativas de Retorno
Uma curiosidade interessante é que, em 24 de janeiro de 2014, quase aconteceu o retorno da Symbols Praise sob uma nova formação. Micaías Ramos e o vocalista Lean Van Ranna anunciaram nas redes sociais o projeto, convidando outros músicos a se juntar a eles (conforme mostrado na imagem). Inicialmente, o retorno seria feito sob o nome de Symbols Praise, mas, com o tempo, o projeto foi rebatizado como Van Heavens, em referência ao antigo projeto solo de Lean Van Ranna. No entanto, por conta de divergências criativas, o retorno acabou não se concretizando.Anos depois, Micaías Ramos e Wilson José ensaiaram o retorno da formação "clássica". Chegaram a compor algumas demos instrumentais, mas o projeto não avançou.


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